sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Ver a vida por um canudo"



O tema deste post é o nome da imagem que não pude deixar de partilhar...

mas com consciência...



Assim é como está a recuperação, mas com mais consciência. Haja energia positiva...

domingo, 24 de maio de 2009

PARABÉNS MISTER...


ihihih... Toma toma... Também já tens uma...
Cá para mim o Russo trazia um autocolante nas costas a dizer: "não passar!!"

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Força Fininho

De Fininho, lá vai ele dar mais um ar da sua graça...

Pedir em vez de agradecer...

Pedir em vez de agradecer não é seguramente um bom indício. Assim sendo, é bom que o vento mude de direcção...


sábado, 16 de maio de 2009

Devagar, devagarinho...

São José, Sta Cruz, S.Francisco Xavier, Egas Moniz, Pulido Valente... Bora lá Papoila, não percas a esperança...

Mais um bom filme...







Ultimo filme da saga de Dan Brown.

terça-feira, 12 de maio de 2009

home sweet home


Nascemos para o que nascemos; Hoje cresceu a minha esperança de voltar para casa outra vez...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Let it rain




É bom que chova agora para quando vier a tempestade não me constipar...

quarta-feira, 6 de maio de 2009


Quero rezar pela minha mãe, pelo meu pai, pela minha tia Bébicas e por mais ninguém...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Finalmente a caminho de casa...

Sim... é com muita pena minha que me despeço das minhas jovens amigas que tanta companhia me fizeram. Espero não ter que cá voltar tão cedo.

Até já consigo sentir o cheiro da minha praia...



Obrigados a todas as pessoas que tiveram comigo nesta NOSSA lição de vida

domingo, 3 de maio de 2009

"LONGE É SEMPRE UM LUGAR DENTRO DE MIM..."

Uma aventura no Hospital: capítulo 2


Inserido no contexto desta fantástica orquestra das minhas jovens amigas em conjunto com a minha incapacidade de adormecer, sabe-se lá porquê, resolvi escrever este post.

Destacando o facto de ser a primeira vez que me encontro internada, desde que cheguei que senti da parte deste staff um empenho e uma dedicação nunca antes vista em outra parte. Paciência e Solidariedade são as palavras chave. Tentei explorar algumas das razões que fazem estas pessoas darem-se tanto.
Em troca de quê? Será que o seu ordenado paga todo o esforço e dedicação?

Durante a minha permanência fui-me apercebendo de que estas pessoas aprenderam a dar valor a uma coisa muito maior do que aquilo que estamos habituados a pensar : A VIDA

Pensando bem, até faz sentido senão vejamos: que há mais importante do que isso? Perder o autocarro? Sair tarde do emprego? Avariar o carro? Não há dinheiro para pagar o selo?

Mas afinal como podem estas pessoas continuar a dar esperança a estes doentes, muitos deles, sem família, acamados ou sem mais nada?

Como podem estas pessoas continuar a lutar por uma vida que não é a sua, mesmo sabendo que a quem a pertence não o queira fazer?

Que coisa tão importante é esta que faz estes profissionais prenderem os seus doentes a este mundo incansavelmente?


Juro que tentei. Infelizmente, a única semelhança que consigo encontrar entre mim e estas pessoas é o meu pensamento egocêntrico: o que é que me faz sair as 5h40 de casa para fazer umas piscinas?

Já agora, talvez um dia possamos, como estas pessoas dar importância aquilo que realmente a tem.


Obrigada a todo este staff, especialmente a enfermeira Alexandra, que me ajudaram a juntar as peças desta dura realidade.

sábado, 2 de maio de 2009

acção no hospital...

Resolvi fazer uma pausa no Kusturica. Dei uma nova chance ao meu amigo Nicholas Cage e não estou arrependida; há muito que não o via com um papel tão pouco secante.

Lembra-se Dolly Bell?


A saga Kusturica continua. Só pela banda sonora já vale a pena ver..

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Uma aventura no Hospital: capítulo 1

Fui pensando numa maneira de escrever este post.
Escrevi e voltei a escrever e isso fez-me pensar na razão pela qual temos que pensar que as coisas tem uma ordem.

A verdade é que até há uma semana tinha a minha a vida toda organizada e planeada até aos próximos 2 anos e agora de repente tenho a vida de pernas para o ar.
De repente e simplesmente, o peixe deixou de pertencer ao mar e os frutos deixaram de pertencer as árvores.

Afinal porque não posso simplesmente falar daquilo que penso na altura e voltar atrás para falar daquilo que se passou no inicio? decidi dar prioridade áquilo que mais me marcou.

A minha frente tenho duas velhotas, como de resto todo este piso, que acolhe pessoas com problemas similares ao meu.

SIM, também nos acontece a nós, a verdade é que nunca pensamos nisso.

Para todos aqueles que estão comigo, peço-lhes que a minha estadia não seja em vão e que vos sirva de aviso; afinal não é preciso sermos assim tão mal comportados.


Durante a minha permanência aqui, fui tirando o melhor partido das coisas:

Afinal é tudo uma questão de perspectiva: andava há 3 semanas a pensar que seria uma coisa mais grave (um cancro ou assim) e imagine-se: afinal foram SÓ 3 tromboses.

Toda a gente ficou muito assustada, pois meus amigos, digo-vos do fundo do meu coração que me sinto perfeitamente descansada. Assustada andava eu quando não sabia o que tinha.

Por outro lado, é mais uma circunstância da vida, que tenho a certeza me vai fazer ainda mais forte.


Observo atentamente estas duas "jovens senhoras" que estão frente uma da outra:

1 - Uma completamente lúcida e não se mexe (sabe inteiramente o que diz, super inteligente). No entanto está sempre triste porque sabe para onde caminha.

2 - Outra que é sonâmbula, fala pelos cotovelos mas acha que daqui a pouco estará em casa a desfiar a galinha para fazer uma canjinha. Até já disse que vai guardar as patas para logo a noite quando os filhos lá forem jantar. Até diz que conhece um sitio onde arranja as unhas por 4 escudos... quem arranjar mais barato que se acuse que o jumbo paga a diferença. Ontem falava com um amigo e despedia-se dele, dizia que amanha passava lá em casa.

Conclusão: qual dessas velhotas sou eu?

Acreditar é a palavra de ordem e a esperança a única coisa que nos mantém calmos.
Quem diria que eu, Maria Papoila que não pára quieta estaria numa cama de hospital, a avaliar o comportamento de pessoas que já fizeram mais do que eu não sei se algum dia terei hipótese de fazer.

Se puder escolher, porque ninguém me impede de pensar naquilo que quero, escolho, indubidalvelmente ser a senhora das patas de galinha. Mentia se dissesse que os momentos de lucidez não me passam pela cabeça; mas quando isso acontece penso nos momentos em que acreditei quando ninguém acreditava e que me fez chegar onde sempre quis.

A única coisa que posso concluir é que passo mais tempo a rir do que a chorar…